Notícia

Resposta mundial ao coronavírus: UE disponibiliza 50 milhões de euros adicionais em ajuda humanitária

Janez Lenarčič, Comissário responsável pela Gestão de Crises, afirmou: « A pandemia de coronavírus cria atualmente uma crise humanitária de enormes proporções em alguns dos países mais vulneráveis do mundo. A pandemia ameaça a segurança alimentar em países nos quais os sistemas de saúde pública eram já pouco eficientes antes desta nova crise. Devemos agir agora para que nenhuma zona do mundo fique sem proteção. Trata-se do nosso interesse comum. E é fundamental que os intervenientes humanitários continuem a poder desenvolver o seu trabalho, que salva vidas humanas

O novo financiamento destina-se a socorrer as pessoas vulneráveis que enfrentam crises humanitárias graves, nomeadamente na região do Sael e do Lago Chade, na República Centro-Africana, na região dos Grandes Lagos em África, na África Oriental, na Síria, no Iémen, na Palestina e na Venezuela. Está igualmente prevista ajuda aos rohingya. Estes fundos permitirão o acesso das populações a serviços de saúde, a equipamento de proteção, a água e a serviços higiénico-sanitários. Serão canalizados através de organizações não governamentais, organizações internacionais e agências das Nações Unidas, bem como através das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Contexto

A verba de 50 milhões de euros vem adicionar-se a um financiamento humanitário substancial da Comissão Europeia, bem como a ações por esta já empreendidas, para dar resposta às necessidades mais urgentes geradas pela pandemia de coronavírus:

  • Em fevereiro de 2020, foram concedidos 30 milhões de euros à Organização Mundial da Saúde. Desde então, a Comissão planeou, sob reserva do acordo das autoridades orçamentais da União Europeia, a concessão de cerca de 76 milhões de euros para programas incluídos no plano global de resposta humanitária da ONU. Além disso, a Comissão disponibiliza atualmente financiamento direto para o trabalho de organizações não governamentais (ONG) humanitárias e da/o Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, que estão na linha da frente da resposta humanitária ao coronavírus.
  • Ponte aérea humanitária da UE: em 8 de maio, a Comissão anunciou igualmente a criação de uma ponte aérea humanitária da UE para transportar trabalhadores humanitários e fornecimentos de emergência para a luta contra o coronavírus para algumas das regiões do mundo mais afetadas pela crise sanitária. O primeiro voo, operado em 8 de maio e gerido em cooperação com França, transportou cerca de 60 trabalhadores humanitários de diferentes ONG e agências da ONU e 13 toneladas de material humanitário para Bangui, na República Centro-Africana. Dois voos humanitários subsequentes para a República Centro-Africana transportarão no total mais 27 toneladas de material humanitário. Em 15 de maio, foram transportadas 20 toneladas de material, trabalhadores humanitários e pessoal do setor da saúde para São Tomé e Príncipe, na África Ocidental, segundo destino da ponte aérea humanitária da UE. O voo foi organizado em cooperação com o Governo português e várias organizações humanitárias parceiras. No trajeto de regresso, o voo trouxe para Lisboa mais de 200 cidadãos da UE e outros passageiros numa operação de repatriamento.

O financiamento humanitário adicional vem acrescentar-se a cerca de 20 mil milhões de euros de fundos de desenvolvimento e de emergência concedidos pela Comissão e pelos Estados-Membros tanto para necessidades a curto como a longo prazo em todo o mundo numa abordagem de equipa «Team Europa».

Para mais informações

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